Caixa planeja abrir 7000 novas lotéricas e inicia polêmica

Presidente da Caixa - Pedro Guimarães

Em uma reunião com a Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários de São Paulo e a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, o presidente da CEF, Pedro Guimarães, revelou que serão abertas 7 mil novas lotéricas no país. A novidade desagradou a Federação Brasileira das Empresas Lotéricas (Febralot), que encaminhou um ofício pedindo a paralização de novas licitações para abertura prevista dessas lojas.

A reunião aconteceu na última terça-feira (26), pela Caixa estavam o presidente, Pedro Guimarães, os vice-presidentes de Gestão de Pessoas, Roney de Oliveira Granemann, e de Clientes, Negócios e Transformações Digitais, Valter Gonçalves Nunes. Os bancários foram representados pelas presidentes da Contraf-CUT, Juvândia Moreira, e do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, acompanhadas do coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Dionísio Reis.

Entre os principais pontos tratados no encontro estavam a manutenção da mesa de negociação permanente, a data para a divulgação do balanço da Caixa, a contratação de aprovados em concurso e a abertura de novas agências.

O tema das lotéricas apareceu justamente nesse último ponto referente as agências. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães confirmou que algumas serão fechadas, mas que há planos para abertura de novas unidades, atendendo a cobrança do movimento sindical sobre a importância da Caixa em bairros mais distantes ou cidades pequenas, sem nenhuma outra opção de atendimento bancário. E fechando o assunto, Guimarães revelou que serão abertas 7 mil novas lotéricas no país.

A revelação do mandatário da Caixa aos bancários gerou uma nova polêmica juntos aos lotéricos. Nesta quinta-feira, a FEBRALOT (Federação Brasileira das Empresas Lotéricas), divulgou que enviou um oficio se opondo a ideia do banco público de abrir novas agências lotéricas.

No documento enviado pela FEBRALOT ao presidente da Caixa, a entidade afirmou que haverão prejuízos de ordem financeira, social, comercial e estrutural, além do fato de que há uma norma prevista na Lei nº 12.869/2013 exigindo procedimentos que não podem ser ignorados para a inclusão de novas Unidades Lotéricas no país.

A FEBRALOT concluiu o oficio assinado pelo seu presidente, Jodismar Amaro, destacando que, caso a decisão se concretize, poderá haver o real e imediato fechamento de outras unidades lotéricas que já tem dificuldades em se manter ativas dado aos inúmeros problemas que a Categoria enfrenta há vários anos.

Fonte: GMB

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