Bolsonaro acena com a liberação dos jogos no Brasil

Jair Bolsonaro

Apesar de se dizer, “em princípio”, contrário à liberação de cassinos e jogos de azar, o pré-candidato a presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL- RJ) afirmou que há possibilidade de aprovação de legislação que autorize os jogos, hoje ilegais, durante seu governo. A atribuição, no entanto, seria dos estados da Federação.

“Há a possibilidade, eu digo uma possibilidade, de jogar para cada Estado decidir. Em princípio sou contra, mas vamos ver qual a melhor saída”, disse o pré-candidato do PSL, em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

Segundo ele, porém, “não podemos deixar que alguém vá a padaria comprar um pão e volte tendo gastado dinheiro com caça-níquel”.

Líder das pesquisas eleitorais, em cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal afirmou que, caso seja eleito, seus ministros serão quadros técnicos, e não indicados em negociações por votos com os partidos.

Segundo o pré-candidato, qualquer outro aspirante ao Planalto que já contasse com 20% das intenções de voto, como ele, teria o governo completamente loteado a essa altura.

“Muitos jornalistas me perguntam como eu teria governabilidade, mas o que temos hoje é uma assaltabilidade”, disse, durante palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Em mais uma das suas declarações polêmicas, Bolsonaro disse que “a Comissão Nacional da Verdade não tem nenhum historiador, só tem terrorista”.

O ex-militar comentava a descoberta de documentos da agência de inteligência americana (CIA), que revelaram que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) sabia e autorizou a execução sumária de opositores durante a ditadura.

Bolsonaro critica o fato de pesquisas sobre o período se basearem na Comissão Nacional da Verdade

Logo após a revelação dos documentos da CIA pelo professor de Relações Internacionais da FGV, Matias Spektor, há duas semanas, o presidenciável reagiu com ironia sobre os assassinatos autorizados por Geisel e ex-presidentes militares: “Quem nunca deu um tapa no bumbum do filho?”.

No almoço mais disputado com políticos convidados pela ACRJ neste ano eleitoral, a palestra do deputado federal lota o auditório da entidade e desperta a curiosidade de empresários, que pagaram R$ 220 pelo convite. Uma fila de espera de mais de 70 pessoas aguardava alguma desistência.

Fonte: GMB/ Valor Econômico

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