Experiência de lotérico: estabelecendo uma gestão financeira saudável

Experiência de lotérico: estabelecendo uma gestão financeira saudável

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A nossa experiência como lotérico, além do relacionamento que mantemos com lotéricos de todo o país, tem nos mostrado que a qualidade da gestão financeira de uma lotérica varia de acordo com a capacidade que os gestores da empresa têm de lidar com algumas questões rotineiras dentro de suas empresas.

Diante dessa constatação, algumas perguntas surgem: quais práticas podem ser prejudiciais à gestão financeira saudável de uma lotérica? O que fazer para mudar isso? Quais são os hábitos que favorecem uma gestão financeira adequada? Vamos aprofundar um pouco mais nessas perguntas nas linhas a seguir…

Experiência de lotérico: algumas práticas prejudiciais a gestão financeira de uma lotérica

Dentre as práticas prejudiciais à gestão financeira de uma lotérica, encontramos dois grupos muito comuns e que podem trazer sérios prejuízos à empresa. São eles: problemas com familiares e confusão entre o patrimônio da empresa e o patrimônio pessoal dos sócios. Vamos começar a analisar algumas destas práticas deletérias…

  • Misturar as suas contas pessoais com as contas da lotérica

Este é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores problemas encontrados em lotéricas de todo o país. A confusão de contas fica clara quando o lotérico usa a conta da empresa para pagar as suas contas pessoais e usa as suas contas pessoais para pagar as contas da lotérica.

Separar as contas é essencial para a organização das finanças, tanto empresariais, quanto pessoais. Sem esta separação, fica difícil saber, dentre outras coisas, qual foi o verdadeiro resultado do negócio ao longo de um determinado período.

  • Deixar que familiares mandem e desmandem na empresa, sem que existam funções previamente definidas

Este é um erro gravíssimo que costuma causar grandes transtornos na cabeça dos funcionários da empresa. Basta imaginar o que ocorre na mente de um funcionário quando o lotérico lhe pede que execute uma determinada atividade de um jeito específico e, em seguida, o filho ou a esposa do lotérico pede que o faça de outro jeito.

Não se trata de uma proibição de trabalho em família. Aliás, convém destacas que muitas lotéricas são empresas familiares e funcionam muito bem assim. O problema está na falta de separação de funções e responsabilidades. Se todo mundo ficar responsável por tudo, teremos uma irremediável confusão no final, com todos querendo mandar em tudo.

  • Permitir que familiares façam sangrias nos caixas da lotérica

Este é outro problema muito comum a várias empresas, mas também encontra fácil solução. Ele ocorre quando pessoas estranhas ao negócio em si, possuem liberdade suficiente para sacar dinheiro nos caixas da empresa para uso pessoal.

Um bom exemplo disso está na ação do filho de um lotérico que se utiliza da sua condição de filho para solicitar a um dos atendentes de caixa da empresa uma sangria de 100 reais.

Essas coisas minam os resultados da empresa, propiciam enorme descontrole, e podem conduzir o negócio à falência. A solução é só uma: coibir estas práticas em definitivo e orientar todos os funcionários nesse sentido.

A experiência de lotérico ao longo de algumas décadas tem nos mostrado que estes erros costumam ser um divisor de águas entre lotéricas que prosperam e lotéricas que ficam estagnadas ou, o que é ainda pior, acabam fechando.

Se você quer ter um negócio próspero e sustentável, tome ciência destas questões e procure evitar cair nestas armadilhas. Empreender uma gestão financeira saudável para a sua lotérica só depende de você.

 

 

 

Neimar Mariano de Arruda é Administrador de Empresas, Consultor Lotérico
Especialista em Governança de Tecnologia da Informação e Fundador da DouraSoft
(67) 9.9698-3422

 

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