Relações trabalhistas e sindicais nas empresas

As relações trabalhistas e sindicais nas empresas vêm tomando novo rumo depois da Reforma Trabalhista. Para que sindicatos e empresas possam manter condições de um relacionamento saudável é importante que os profissionais responsáveis pela intermediação tenham profundo conhecimento da legislação e que estejam capacitados para conduzir de forma apropriada as negociações.

É necessário entender que as negociações podem afetar diretamente o clima organizacional e a viabilidade econômica das empresas e, portanto, esse relacionamento deve ser feito de forma estruturada e organizada.

Através de uma base sólida, as relações trabalhistas e sindicais podem ser conduzidas de maneira a evitar paralizações e minimizar os conflitos existentes, gerando melhor clima organizacional. Em razão disso, os profissionais envolvidos no processo precisam estar atualizados não apenas com relação à legislação, mas também com as técnicas de negociação.
Com a reforma trabalhista, os líderes devem estar devidamente treinados para obter sucesso nas negociações, mantendo um bom relacionamento com os dirigentes sindicais ou com os representantes sindicais dentro das empresas, estabelecendo as condições para que as reivindicações sejam resolvidas de acordo com as possibilidades da empresa, ao mesmo tempo em que os colaboradores devem ser conscientizados do seu importante papel para o desenvolvimento empresarial.

Portanto, as relações trabalhistas e sindicais devem ter como base uma visão global da empresa, criando processos de negociações que sejam determinantes para não oferecer qualquer tipo de prejuízo, seja para a empresa, seja para os trabalhadores, oferecendo um planejamento de ações que possam ser aplicadas em curto, médio e longo prazo, avaliando-se, ao mesmo tempo, os resultados obtidos depois de sua aplicação.

Para que as relações trabalhistas e sindicais não apresentem problemas, os participantes das negociações devem considerar as ferramentas disponíveis para gestão de pessoas e de procedimentos, evitando, ao mesmo tempo, estabelecimento de competências, criando formas de comunicação mais eficientes entre os dirigentes sindicais e os representantes empresariais e líderes de equipe.

Ferramentas disponíveis para as relações trabalhistas e sindicais

Criando um bom ambiente para o relacionamento entre os sindicatos e as empresas, a gestão de Recursos Humanos pode se utilizar de pesquisas de clima organizacional, entrevistas de desligamento, avaliação de desempenho, mapeamento de demandas trabalhistas, entre outras, oferecendo melhor direcionamento às reivindicações e mantendo um bom ambiente de trabalho.

É de se prever que, após a reforma trabalhista, muitas condições foram alteradas e novas perspectivas se abrem para os processos de negociação. Em decorrência disso, trabalhadores e empresa devem se unir para atingir os objetivos demarcados pela empresa, participando mais ativamente dos processos e oferecendo sugestões para a tomada de decisões.
Diante da grave situação econômica enfrentada pelo país, as empresas são as que mais se ressentem. Por isso, as relações trabalhistas e sindicais devem envolver todos os fatores, principalmente os que afetam o desempenho empresarial.

As condições econômicas sempre são um fator preponderante nas negociações sindicais e, diferentemente de tempos anteriores, onde se discutia a recomposição salarial, hoje deve haver um impulso maior em direção a outros pontos das relações trabalhistas e sindicais, principalmente voltadas para a relação de emprego, os benefícios oferecidos pelas empresas, as formas de remuneração diferenciadas e o ambiente de trabalho.

Percebe-se, portanto, que as relações trabalhistas devem buscar o enfoque através de uma dimensão maior do que simplesmente a negociação salarial. Mesmo porque, nos dias atuais, são várias as propostas em discussão com relação ao emprego e trabalho.

Para os sindicatos, é importante continuar presente na vida das empresas e dos trabalhadores, já que são instituições que podem estabelecer condições propícias para melhor envolvimento entre o trabalhador e a empresa.

Como principal obrigação, evidentemente, os sindicatos devem manter as relações trabalhistas e sindicais de forma harmoniosa e eficiente, oferecendo aquilo que o trabalhador espera deles: maior segurança na manutenção do emprego.

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